Os países onde o “Big Pharma” dita a lei

Publicado em 22 Outubro 2010 às 12:31

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“Por que razão será a aspirina tão cara no nosso país?” pergunta [Die Zeit](http://www.zeit.de), que explica o modo como a indústria farmacêutica consegue impor os seus preços na Alemanha, como em mais lado nenhum da Europa, graças, especialmente, ao peso que representa na economia alemã e à pressão que exerce dentro do país. De facto, uma aspirina custa dois cêntimos no Reino Unido, 14 na República Checa e 20 na Alemanha.

Medicamentos como a pílula Yasminelle, um anticoncecional, produzidos pela Bayer alemã para mais de 100 países em todo o mundo, custam tanto na Alemanha como no mercado de reimportação da Yasminelle, através de Portugal.

Segundo dados da OCDE, os alemães gastam mais 20% que a maioria dos países ricos em medicamentos. São duas as razões para que isto aconteça: devido ao seu tamanho, a Alemanha representa um mercado de referência para os preços praticados pelos outros países – frequentemente mais baixos, explica um representante de grupos de interesses ao semanário.

Daí a importância do preço alemão para as empresas farmacêuticas. Depois, porque os laboratórios “têm autonomia para decidir o preço dos medicamentos patenteados e para os impor aos seguros de doenças”, explica Die Zeit. Assim, a autorização de introdução no mercado é rápida e fácil. “Só Malta e a Dinamarca é que oferecem um paraíso como este aos fabricantes.”

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