Eleições antecipadas na Suécia

“Löfven corre grandes riscos”

Publicado em 4 Dezembro 2014 às 12:46

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O primeiro-ministro sueco, Stefan Lövfen, anunciou no dia 3 de dezembro a realização de eleições antecipadas, após o Parlamento ter rejeitado o orçamento de 2015. O partido anti-imigração Democratas da Suécia (DS) votou a favor do projeto de orçamento alternativo proposto pela oposição de centro-direita. Löfven, que dirige um Governo de minoria conduzido pelos Sociais-democratas, juntamente com os Verdes, não teve outra escolha do que convocar eleições antecipadas para o dia 22 de março, pela primeira vez em cinquenta anos, informa o Svenska Dagbladet.
O diário observa que, ao querer transformar “as eleições num referendo sobre a imigração”,

um dos maiores riscos que Löfven corre é que os DS podem crescer ainda mais. Uma recente sondagem concede-lhes 16,7 por cento dos votos. […] Outro risco é que nada hoje em dia sugere que algum dos blocos obtenha a maioria e que as eleições resultem numa distribuição de lugares diferente da atual.
No entanto, o Dagens Nyheter estima que “Löfven subestimou” a ambição dos DS “de deixar uma marca na política sueca”, apesar de “a maioria do aparelho político” acreditar no mesmo.
Há uma cultura de consenso no seio dos políticos suecos: baixarem os braços após as eleições. Não são bons a pensar em novas formas de abordar os problemas. Não levaram a ameaça dos DS a sério e acreditaram que a cultura política sueca iria prevalecer sobre os Democratas da Suécia.
Pelos vistos, estavam enganados.

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