As estelas egípcias, as placas de argila, os papiros, os pergaminhos e, claro, o livro impresso foram suportes de informações escritas. Este último mostrou que podia sobreviver facilmente durante cinco séculos, desde que fosse impresso em papel de trapo. Desde meados do século XIX, passámos para o papel à base de pasta de madeira, que parece ter uma duração máxima de 70 anos (efectivamente, basta pegar em jornais ou em livros do pós-guerra para verificar que muitos se desfazem assim que os folheamos). Nas últimas décadas, têm estado em estudo diversos meios para salvar todos os livros que enchem as nossas bibliotecas. Um dos meios mais apreciados (mas quase impossível de realizar para todas as obras existentes) consiste em digitalizar todas as páginas e transferi-las para um suporte electrónico.

Mas, aí, coloca-se outro problema. Todos os suportes para a transferência e conservação da informação que utilizamos actualmente, desde a fotografia às películas cinematográficas, do disco à pen USB, são mais perecíveis do que o livro. Sabemos que, nas velhas cassetes áudio, ao fim de um certo tempo, a fita ficava encravada; tentávamos arranjá-la com uma esferográfica mas muitas vezes era tempo perdido.

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