A três meses da conferência sobre o clima, em Copenhaga (COP15), a Europa limpa as suas armas, para se apresentar como líder na luta contra o aquecimento climático. A 10 de Setembro, a Comissão apresentouapresentou as suas propostas para que países do Norte e do Sul se associem na salvaguarda do planeta. No mesmo dia, Nicolas Sarkozy anunciou a instauração em França de uma “taxa de carbono”, de 17 euros por cada tonelada de CO2 emitido.
“A situação é demasiado grave para criarmos medidas de faz-de-conta”, explicou o Presidente francês, qualificando a medida de “histórica”. Mas em vez de se concentrar nos efeitos concretos de tal taxa em matéria de emissões, o debate girou em torno das suas consequências para a bolsa dos contribuintes. Pena, porque, como observa o diário alemão Süddeutsche Zeitung, “trata-se de uma taxa que incide verdadeiramente sobre o carbono”. O debate manteve-se franco-francês, quando deveria ser europeu. E em Bruxelas, as propostas da Comissão, à falta de apoio pelos líderes políticos, permanecem de momento anúncios tecnocráticos.
Angela Merkel, Gordon Brown e Nicolas Sarkozy assinaram uma carta comum,carta comum a apresentar, na próxima cimeira do G20, a posição das potências europeias sobre a questão dos bónus dos banqueiros. O próximo Conselho da Europa, em Outubro, poderia ser uma boa ocasião para estes três líderes, os seus homólogos e a presidência sueca se mobilizarem de forma igualmente concreta na frente ambiental. A Europa chegaria assim a Copenhaga com ideias, mas também com uma vontade política com que os cidadãos se poderiam identificar.