Democracia rebaixada a “lixo”

Hoje, quem quer consultar o seu povo é considerado como uma ameaça por toda a Europa. É esta a mensagem que os mercados – e também os políticos – passam desde 31 de outubro, denuncia o chefe de redação do Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Publicado em 2 Novembro 2011 às 15:23

Dois dias: foi quanto durou o sentimento de aparente estabilidade reencontrada pelas elites europeias. Dois dias entre a imagem da matriarca Merkel, em quem o mundo inteiro tinha os olhos postos, e a imagem da depressão. Um terapeuta poderia dizer-nos do que se trata: é uma doença. Poderia descrever até que ponto a psique coletiva está doente, até que ponto os fantasmas de grandeza e de autoconfiança que essa psique cria são falsos e enganadores.

[…] **Este artigo foi retirado a pedido do proprietário dos direitos de autor.**

Visto de Praga

Falso referendo

Damos dinheiro, eliminamos metade da dívida e os gregos recusam isto tudo em prol de um referendo? Diríamos que é uma farsa absurda”, critica o Mladá Fronta DNES, que antevê uma falência definitiva da Grécia nos próximos meses. “A realidade económica não se submete ao diktat do Estado, nem a um plebiscito, nem a um referendo. A situação económica existe, a menos que seja mascarada, rejeitada, negada ou falsificada.” Atualmente, “a dívida impessoal” do Estado grego, que ninguém quer assumir, transformou-se num “politikum”, num objeto que é utilizado com fins políticos, considera o diário checo. “Os gregos agora só têm uma solução: falsificar os resultados do referendo segundo o desejo de Bruxelas.

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