Tirar Kiev do limbo

A União Europeia recusa-se a oferecer à Ucrânia uma perspectiva de adesão. Trava, assim, a sua estabilização. Um erro histórico, considera o Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung.

Publicado em 13 Novembro 2009 às 16:02
Manifestação em Kiev, 24 de Outubro de 2009 (Foto AFP/Sergei Supinsky)

É comum dizer-se, da Ucrânia, que o caos político reina em Kiev. Mas o que não se diz é que o parceiro ocidental mais importante do país, a União Europeia, tem uma quota de responsabilidade nessa constante instabilidade.

[…] **Este artigo foi retirado a pedido do proprietário dos direitos de autor.**

Adesão

Bruxelas ainda está longe

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"De todos os países ex-soviéticos, nenhum tem tanta importância para a UE como a Ucrânia – e nenhum é tão posto à prova", escreve Tony Barber no Financial Times. Com efeito, pela Ucrânia passa 80% do gás importado da Rússia para a União, e as frequentes tensões entre Kiev e Moscovo têm repercussões sobre os países-membros que dependem do gás russo. "Com 46 milhões de habitantes e uma fronteira de 1.400 quilómetros com quatro países da União, a Ucrânia é crucial para a segurança do flanco leste da UE", prossegue o diário londrino. "Após a Revolução Laranja de 2004, certos estrategas da UE esperaram que o caminho para a democracia, o Estado de direito e a prosperidade económica se tornassem irreversíveis na Ucrânia”. Mas tal não aconteceu: "A guerra na Geórgia demonstrou que Moscovo está disposta a empregar a força para bloquear a expansão da influência ocidental nas ex-repúblicas soviéticas; e em seguida, a crise enfraqueceu a economia ucraniana. Por último, a Revolução Laranja de 2004 não foi capaz de acabar com a corrupção que gangrena a esfera dos negócios, ao mesmo tempo que rivalidades pessoais e relações obscuras com os interesses russos minam a cena política. Todas estas dificuldades explicam porque vários países dos Vinte e Sete se recusam a oferecer à Ucrânia nem que seja uma vaga promessa de que possa um dia juntar-se à UE", conclui o articulista.

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